Check-in, cerca de trinta minutos antes. Documento de identificação com fotografia e a reserva, e depois a pesagem. É feita em silêncio numa balança de chão e não é uma formalidade: o piloto usa os números para equilibrar a aeronave, e é por isso que ninguém escolhe a sua própria janela.
O briefing. Cerca de dez minutos: o arnês, a porta, como aproximar-se e sair da aeronave, e a regra de nunca caminhar em subida em relação a um helicóptero em terreno inclinado — o que aqui importa mais do que em terreno plano.
A caminhada de saída. Em fila, com a cabeça baixa, normalmente com o rotor já a girar. A parte mais ruidosa do dia.
A descolagem, e o vale desaparece. Ao contrário de um voo de helicóptero nas Canadian Rockies em terreno plano, aqui não há aproximação suave: as cordilheiras frontais erguem-se à sua volta segundos depois de deixar a plataforma.
Quatro minutos depois, a última estrada desaparece. A partir daí não há nada sob os seus pés além de rocha, gelo e água durante o resto do voo. É disto que as pessoas se lembram, e é a razão pela qual tudo isto existe.
O resto. Glaciares nas bacias sombrias, lagos alpinos sem qualquer trilho de acesso e, nas rotas mais longas, o Mount Assiniboine destacado de tudo o que o rodeia. Depois o regresso pelo vale, que agora parece completamente diferente.